quarta-feira, 17 de agosto de 2011


Vou sentir falta das brincadeiras, dos risos, das piadas, das brigas, das discussões, dos gritos. Vou sentir falta dos primos menores correndo pela casa, dos maiores no telefone com os amigos, da vovó chamando todos para comer, do vovô distribuindo ou reclamando de dinheiro.
 Um dizendo: - Fulaninho para de correr!
 O outro gritando: - Mãe pega a toalha!
 E outros: -Cadê o controle da TV?
                - Alguém viu meu celular?
                - Você não sabe brincar.
                - Você ta roubando!
                 - Mãeeee a toaaalha!
                 - Sai da frente!
                 - Cala a boca menino!
                 - Fala baixo!
                 - Quem vai comprar a cerveja?
                 - Cadê o refrigerante?                 
  E a vovó insistindo: - O almoço ta na meeesa! Vai ficar frio!
  Eu não quero nem imaginar quando tudo isso acabar, quando não existir mais o vovô e a vovó pra unir todos, pra comemorar, pra cozinhar, pra reclamar, pra defender. Quando cada um seguir seu caminho, cada um for para um lado, quando não existir reuniões de toda a família, quando a família for apenas o pai, a mãe e o filho, invés de toda a população que os avós reúnem e dizem ser “apenas os parentes mais próximos”, não sei o que vou fazer quando perder esses momentos simples e felizes, as reuniões aos domingos, os churrascos, a família.

é,eu sou feita de muitas decepções,uma seguida da outra,e já me acostumei à isso.Tenho alguns traumas,não tão importantes,mas que me impedem de ser uma pessoa mais "normal",vamos dizer assim,traumas que não me deixam acreditar nas pessoas,por exemplo,mas isso de certa forma é bom.E claro,doses e mais doses de àlcool,afogo meus problemas psicológicos em alguns,muitos,copos de vodka.Sim,eu sei que sou muito nova pra beber e blablablá,mas eu também não seria muito nova pra passar por tudo que passei ? não seria muito nova pra sofrer o que sofri ? não seria muito nova pra ter desilusões amorosas? Então,não julgue minhas atitudes e vícios,obrigada.
andei fumando cigarros, pra tentar esquecer tudo isso, até que funcionou bem, até a hora de eu perceber que começava a ficar dependente disso, então parei(ou não).
Comecei a beber, mais que o normal,mais uma vez,a dependência ia tomando conta de mim, então diminui.
Depois dessas tentativas,estava na cozinha,fazendo nada,absolutamente nada,só olhando… foi quando vi o remédio da minha vó, não sei bem do que era,só me deu uma vontade de tomar, pois bem,tomei.No outro dia,do quarto da minha vó observava a cozinha, e a caixa de remédios que minha  vó havia tirado do armário e esquecido lá em cima da pia.Não pensei muito,na verdade não pensei, foi como um surto, tomei alguns comprimidos,todos de uma vez,uma unica vez, e adormeci.Quando acordei, estava meio zonza,mais logo passou.
Eu sei,é errado,eu sei.Mas olha só o que o mundo me faz fazer, olha só o que vocês me levam a fazer…
Eu já tive dias melhores que estes,mas enfim ,agora vou ali pegar mais um cigarro …

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Realmente estou chateado com alguma coisa. E desculpem se não pedir desculpas por não querer me abrir. Meus problemas, minha vida. Não, não quero um ombro amigo para desabafar, como também não quero que derramem sobre mim os problemas de suas vidas, que são assim, se não mais, talvez igualmente frustradas. Realmente estou irritado com alguma coisa, nada importante, e também não irei falar sobre isso. Só... estou cansada. Estou cansada de olhar nos olhos das pessoas e ver o falso interesse pelo que se passa no interior da minha cabeça. Cansada dos falsos sorrisos, esses que servem apenas para iludir e nada preenchem aqui dentro. Cansada de estar cansada. De querer, não... de precisar chorar, e faltarem as lágrimas. Porque não sobrou nada. Nada. E essa raiva repentina, esta que sinto agora. Vem do nada, por qualquer coisa, um ódio absurdo que transborda por todos os lados. E quando essa... “coisa” não machuca, magoa, ou fere de todas as maneiras alguém. E para que não magoe, lá vou eu me trancar no meu quarto, mofar na minha cama. E então quando se torna impossível, lá estarei a andar de madrugada pela rua, com as feridas abertas novamente. Não vejo a hora de me mudar logo, não é por querer fugir. Não... na verdade é por querer fugir, esquecer esta vida. Não sei socializar, e às vezes acho que não nasci para ter várias pessoas ao meu redor. Mas que inferno de vida é essa, que mesmo quando tento extravasar, só consegue atrair mais e mais problemas para si?! E até hoje, procuro a quem culpar por isso. Mas essa “coisa” que me toma por si, causadora de todos os problemas, esta de que tento fugir, sei no fundo, que sou apenas eu mesmo. Não há como explicar. Típico de mim, deixar um texto sem fim, sem nexo, mas realmente não tenho mais o que dizer. Acabaram também as palavras. Agora posso mesmo dizer que não me sobrou nada. Enfim, não que me importe com isso também. E não, isso não foi um desabafo. _|_




Anjo,
Confesso que no início eu não colocava muita fé, talvez porque ainda desacreditasse que a felicidade viria tão fácil, que a vida me viesse com tão boa vontade, eu achava que não iam passar de alguns momentos e no final eu iria voltar a ser um mau-caráter, enfim, a vida pregou-me uma peça, não é?! O tempo esta passando, os momentos ao seu lado só ficam mais intensos, e eu já não possuo a menor pretensão de retroceder. Descobri sentimentos e sensações novas, me senti especial, mas não tão especial quanto você é pra mim. Sinto segurança ao seu lado, pois não tenho motivos pra ficar inseguro. Sou possessivo e ciumento por motivos óbvios, se todos soubessem do meu tesouro, piratas não faltariam para roubá-lo. Mas para ninguém você seria tudo o que é para mim. E apesar do tempo que passamos juntos, nunca é o suficiente, quero sempre mais. Minhas melhores noites são com os seus cafunés, seus beijos, abraços. Meus dias, suas brincadeiras, suas cócegas, seus sorrisos. Eu nunca havia vivido de fato, algo assim, mas a vida novamente me surpreendeu. Não sei qual a quantidade de pessoas assim podemos ter em uma vida. Talvez sejam para sempre só até acabar. Mas também não sei se mais tarde, podem ser realmente substituídos. O que interessa agora, é que você me fez acreditar que tudo é realmente como parece ser, perfeito. Que somos um e é isso o que importa.